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Nossos reflexos não estão mais só no espelho. Estão nas selfies. Nas câmeras voltadas para nós mesmos a qualquer momento.

E, ao mesmo tempo, somos cada vez mais incapazes de refletir.

As demandas do dia a dia, no trabalho e na vida, parecem exigir olhar somente para frente. Até o lazer anda acelerado. O streaming não dá nem a pausa dos créditos.

Quando vamos parar e refletir? E por que vale a pena fazer isso?

Parar para aprender

O nosso mundo em constante transformação, com o risco de uma disrupção despercebida atacar nossos negócios a qualquer momento, parece um pedido à aceleração.

Ao mesmo tempo, este mesmo cenário pede que a gente aprenda continuamente. Afinal, para acompanhar tantas mudanças, é preciso aprender: novas tecnologias, novos conceitos, novos comportamentos, novas mentalidades.

Só que existe uma contradição aí. Precisamos lidar com a aceleração das mudanças e precisamos aprender para acompanhar.

A contradição é: para aprender precisamos parar para pensar. Precisamos de tempo para refletir. Esta é uma das mais poderosas ferramentas de aprendizagem. Inclusive nos negócios.

Aprender não é absorver conhecimento

Toda aprendizagem é ativa. Isso significa que não somos esponjas que absorvem conhecimentos. Nós precisamos nos mobilizar para aprender.

Podemos estar diante do melhor livro do mundo, mas se não tomamos a iniciativa de ler, refletir e agir sobre o que está escrito, não aprendemos.

E aprender também não é só ler livros, assistir a palestras ou fazer cursos. No mundo dos negócios, refletir sobre o que deu certo e o que deu errado também é fonte inesgotável de

aprendizados individuais e coletivos.

Perguntas

Se algo deu certo, o que precisamos repetir? Como replicar? Como escalar? Se algo deu errado, quais processos precisamos mudar? De que forma, podemos fazer diferente da próxima vez?

São perguntas que, levadas ao dia a dia do trabalho, podem gerar melhorias contínuas e, mesmo, mudanças inesperadas.

Mas, para transformar episódios positivos ou negativos em aprendizados, é preciso tempo.

Tempo para analisar, para conversar, para debater. Para, talvez, buscar referências. Para fazer benchmark. Para pesquisar como fazer melhor numa próxima vez, por exemplo.

Na era da aceleração pode ser necessário desacelerar. Apoiar e conceder tempo para que as pessoas nas empresas reflitam e aprendam pode ter o efeito contraintuitivo de aumentar a velocidade das mudanças nos negócios.

Por Nira Bessler, lifelong learner, especialista em aprendizagem de adultos e apaixonada pelo tema.

 

 

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